Franco Maria Jasiello
|
Franco Maria Jasiello , noto poeta e critico di fama internazionale , è per me semplicemente : Franco . Un grande amico che ho avuto modo di conoscere nel Febbraio del 2002 nella mia permanenza a Natal . In omaggio alla sua grande cortesia e gentilezza , pubblico online il suo ultimo libro "ANATOMIA DELL'ASSENZA " per mostrare anche al popolo dei cibernauti la sua poesia . |
|---|
ANATOMIA DELL'ASSENZA
![]() |
Franco Maria Jasiello Anatomia dell' Assenza Prêmio Othoniel Menezes 1984 Rio Grande del Nord BRASILE Edizione Bilingue 2001
|
Anatomia da Ausência Prêmio Othoniel Menezes 1984 Rio Grande do Norte BRASIL Edição Bilingüe - Português / Italiano 2001
|
Para (A) Fernando Monteiro
À memória de Arnaldo Adami
|
Franco M. Jasiello riprende qui, stilisticamente, una tradizione poetica — quella della dolce notazione già nuova nella sua lingua materna — per servire nel più adeguato modo, e con le armi della tradizione che i (buoni) poeti non abbandonano, a un tema ricorrente nella miglior poesia universale, ancor prima del “Cantico dei Cantici”: quello della celebrazione dell’Amata, della Beatrice non solo di Dante, spiritualmente, ma di tutti i cantori dell’amore nel più alto senso della sua espressione erotica o nell’altro, di totale trasfigurazione, per Santa Teresa e Juan de la Cruz. - 10 -
| PREFÁCIO Franco M. Jasiello retoma aqui, estilisticarnente, urna tradição poetica — a da dolce notacáo que jà foi nuova em sua língua materna — para servir de modo mais adequado, e com suas armas da tradiçao que os (bons) poetas náo abandonam, um terna recorrente na melhor poesia universal, desde antes do “Cântico dos Cânticos”: o da celebraçào da Amada, da Beatriz não so de Dante, espiritualmente, mas de todos os cantores do amor na sua expressào erotica de sentido mais alto ou naquele outro, de transfiguraçào total, para Santa Teresa e Juan de la Cruz. Entroncado em dupla tradição, portanto, o autor deste poema de trinta e oito estâncias de um rigor valeryano tomou o mais seguro caminho para a difìcil liberdade dos que operarn um projeto de poesia não pelo simples motivo da rerniniscência (agora que grande parte dos poemas escritos nào escapa dessa armadilha da cultura e do tempo), mas para melhor alcançar a plena modernidade do seu cântico — onde a amada náo está presente. Ou está so indiretamente, não em pessoa e na came ainda morna que os poetas egípcios (dos afrescos) fizerarn pulsar para sempre..., mas com igual calor comunicado ao que a toca e ao que a veste, ao que se rememora corno o movimento dos corpos de dançarinas em velhas paredes, embora as próprias dançarinas - 11 -
|
- 12 -
|
|
Fernando Monteiro - 14 -
| olhar pousado sobre a presença invísivel da amante restaurada, da Mulher regenerada (no sentido (IC reintrodução no gênero a que pertencc) e salva de si mesma, do corpo ressacralizado por urn erotismno humano, de novo, corn o foi e ainda será, sempre, enquanto os amantes se furtarem a mercanti1ização do seu sentimento, à padronização de sua emoção erotica e à falsificação de sua entrega... Fernando Monteiro
- 15 - |
FRANCO JASIELLO: VENTICINQUE ANNI DI POESIA, CODICE DI CULTO Franco Jasiello avvicina Natal a Roma usando la parola poetica con libero passaggio. - 16 -
| FRANCO JASIELLO: VINTE E CINCO ANOS DE POESIA, SENHA DE CULTO Franco Jasiello aproxirna Natal de Rorna, pela palavra poética: passagern franqueada. Seus modelos vêm da antiga fonte-da-loba e, retrabalhados ao calor do novo mundo, adquiniram novos matizes, forrnas e contornos.
|
- 18 -
|
- 19 - |
INTRODUZIONE |
SPECCHIO |
PREFÁCIO |
|
XXV............................. |
| XXV............................. XXVI........................... XXVII.......................... XXVIII......................... XXIX............................ XXX............................. XXXI............................ XXXII........................... XXXIII.......................... XXXIV......................... XXXV.......................... XXXVI......................... XXXVII........................ XXXVIII...................... |
|
|
- 28 - |
- 29 - |
EUGENIO MONTALE Genova 1896—Milano 1981
- 30 - | Tua irrequietude me recorda
EUGÊNIO MONTALE Gênova 1896—Milão 1981
- 31 - |
Fosti servo inconfondibile signore
- 32 - |
Foste servo senhor inconfundivel
- 33 - |
![]() |
Agguato dell’ olfatto chimica malizia
- 38 - | II PERFUME Ardil do olfato química malícia
- 39 - |
- 40 - | III PULSEIRA Aro sonoro réstia luminosa
- 41 - |
Stagione di miraggi accanto al seno
- 42 - | IV COLAR Estação de miragens pcrto dos seios
- 43 - |
V SCARPE Cadenza iterativa d’equilibrio
- 44 - |
Cadência iterativa do equilíbrio
- 45 - |
Bianca cortina a difesa del busto
- 46 - |
Branca cortina defesa do busto
- 47 - |
![]() |
Austera a volte altre insolente
- 52 - |
Austera às vezes outras insolente
- 53 - |
VIII REGGISENO Penombra d’eclissi prigione insegna
- 54 - |
Eclipse penumbral prisão divisa
- 55 - |
IX MUTANDINE Caravelle fluviali inconsistenti
- 56 - |
Caravelas fluviais inconsistentes
- 57 - |
![]() |
La notte in onde riscattando il vento
- 62 - |
A noite em ondas resgatando o vento
- 63 - |
Mite pendio mattinata accecante
- 64 - |
Aclive manso amanhecer cegante
- 65 - |
XII OCCHI Buio improvviso meriggio incandescente
- 66 - |
Súbita escuridão incandescente dia
- 67 - |
XIII NASO Breve tratto sul pallore de viso
- 68 - |
Breve traço na palidez do rosto
- 69 - |
Le più estive frutta senza spine
- 70 - |
As mais estivas frutas sem espinhos
- 71 - |
Mitilo dischiuso lacca sauna
- 72 - | Marisco luzidio lacre salino
- 73 - |
![]() |
Nella mia carne di vendetta aculei
- 78 - |
Em minha carne vingativa arestas
- 79 - |
Alzato come arma o penitente
- 80 - |
Erguido como arma ou penitente
- 81 - |
Itinerari meandri e volute
- 82 - |
Itinerários meandros e volutas
- 83 - |
Contratta radice di desiderio
- 84 - |
Hirta raiz de calafrio e desejo
- 85 - |
Superbo declivio fino al fermo petto
- 86 - |
Soberbo declive atè o cob pleno
- 87 - |
Disarmate da giovane sorpresa
- 88 - |
Desarmados pela jovem surpresa
- 89 - |
![]() |
Vastitâ di valle a mezzogiorno
- 94 - |
Amplitude de vale ao meio-dia
- 95 - |
Archi di fionda tiepidi accoglienti
- 96 - |
Fundas em arco acolhedoras mornas
- 97 - |
Alzate in corretto movimento
- 98 - |
Levantados em movimcnto certo
- 99 - |
![]() |
Caute nel gesto del primo stupore
- 104 - |
Cautas no gesto do primciro assombro
- 105 - |
Palesi confini campagne d”ombra
- 106 - |
Declarados confins de vàrzea sombria
- 107 - |
Eretti mobili trepidi crescenti
- 108 - |
Eréteis móveis trépidos crescentes
- 109 - |
XXVIII VENTRE Meridiana radura dopo la pioggia
- 110 - |
Meridiano sertão depois do inverno
- 111- |
Vertigine in pianura vano e voragine
- 112 - |
Vertigem na planície vão e voragem
-113 - |
XXX COSCE Indici convergenti del mistero
- 114 - |
- 115 - |
XXXI GAMBE Consueta prudenza di rivelazione
- 116 - |
Consueta prudência de revelação
- 117 - |
![]() |
Curvilinei snelli serpeggianti
- 122 - |
Curvilíneos esbeltos serpejantes
- 123 - |
Simmetrica erosione di pietra al vento
- 124 - |
Simétrica erosão de pedra ao vento
- 125 - |
Tumida spiga densa spessa intensa
- 126 - |
Túmida espiga densa espessa tensa
- 127 - |
Fosti pregiata veste quotidiana
- 128 - |
Foste preciosa roupa quotidiana
- 129 - |
Prima dell’acqua fiume oceano lago
- 130 - |
Lago antes da chuva mar antes do rio
- 131 - |
Rapide sussurranti audaci
- 132 - |
Rápidas sussurrantes atrevidas
- 133 - |
Estinto canto vuoto pentagramma
- 134 - |
Extinto cantar vazio pentagrama
- 135 - |
![]() |